Com moderação, comidas juninas fazem bem à saúde



Está aberta a temporada de festas juninas, uma das comemorações mais tradicionais do calendário brasileiro. Além de fogueira e quadrilha, as festas juninas são caracterizadas por seus pratos típicos à base de milho, amendoim, pinhão, abóbora entre outros ingredientes genuinamente brasileiros. Ao mesmo tempo que são nutritivos e irresistíveis, representam um perigo para a silhueta devido ao alto teor calórico. Mas não é preciso abdicar destes pequenos prazeres. Segundo os nutricionistas, é possível saborear estes alimentos sem comprometer o peso com moderação e reduzindo o valor calórico dos pratos.


A nutricionista do Programa Alimente-se bem do Sesi de Jundiaí, Karina Victor de Souza, indica substituir ou diminuir os ingredientes calóricos das receitas, como por exemplo trocar o creme de leite e leite condensado pelas versões light ou de soja, o leite integral pelo desnatado e diminuir as quantidades de açúcar e gordura. "Na maioria das vezes, não altera em nada o resultado da receita", observa. Às pessoas que sofrem com diabetes, sobrepeso ou obesas, a nutricionista do Sesi recomenda trocar o açúcar por adoçantes próprios para receitas que vão ao forno ou fogão. "Desta forma é possível reduzir a quantidade de calorias da receita."


Trocas inteligentes -

A nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, também é adepta da prática da 'lei das substituições' para reduzir o valor calórico dos pratos juninos. "Na versão caseira pode-se substituir o açúcar pelo adoçante, o leite integral pelo desnatado, a farinha refinada pela integral. Por exemplo, o arroz doce pode ser feito com arroz integral, leite de soja, adoçante e canela. Pode até mesmo enriquecê-lo com frutas desidratadas - damascos, uva passas e amêndoas", explica a especialista.


Nutritivos - A nutricionista Roseli Rossi salienta que alguns alimentos utilizados nas delícias juninas, se consumidos com moderação, chegam a ser importantes nas funções nutritivas. O amendoim (semente oleaginosa), por exemplo, do pé-de-moleque, segundo a nutricionista, é rico em gorduras boas. Aproximadamente 25% da sua composição é de conteúdo proteico.


O milho do curau, da pamonha, da canjica e do bolo é um alimento energético por conter grande quantidade de amido, rico em fibras, pobre em gorduras e fonte de vitamina A. "O milho é um excelente alimento por fornecer energia, regular o trânsito intestinal e ajudar na saúde por ser antioxidante", explica a nutricionista. E o famoso pinhão, muitas vezes saboreado ao lado da fogueira de São João, é fonte de proteína, cálcio, magnésio, fibras e, principalmente, ferro. Porém, em média, a cada 8 a 10 unidades eles soman 150 calorias.