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Obesidade Infantil: Não deixe que as férias agrave esta situação!

meninoA obesidade infantil  aumenta a cada dia e com ela também cresce, ou deveria crescer, a preocupação dos pais com  relação à saúde das crianças.

É fato que a má alimentação é o principal fator de risco para esta situação aliado ao sedentarismo. E o que aparenta ser uma simples “criança fofinha” pode se tornar um grande problema no futuro.

Não é tarefa fácil para os pais melhorar ou mudar os hábitos alimentares das crianças, mas é uma tarefa fundamental ! Primeiro há a necessidade deles  fazerem uma auto avaliação sobre sua própria alimentação e perceberem que seus filhos sempre os terão como exemplos.

Vale lembrar que, além da oferta de alimentos calóricos, pobre de nutrientes e a falta de atividade física, o período de férias das crianças pode representar um tempo oportuno  para piorar ainda mais a saúde das crianças. Quando poderia ser aproveitado  para iniciar  estas mudanças de hábitos, basta  os pais terem  a consciência e o empenho necessário.

Crianças com maus hábitos alimentares têm grandes chances de se tornarem adultos obesos, hipertensos, diabéticos. Uma pesquisa recente realizada a nível nacional pela UNIFESP demonstrou esta situação  nos últimos anos:

 

Crianças de 2 a 5 anos:               22% com sobrepeso

                                                             6% com obesidade

O Brasil ultrapassou os EUA em obesidade infantil

 

E ainda constata-se que quanto mais tempo demorar para corrigir este grande problema maior é o risco da criança “gordinha” ser um adulto obeso.


2 anos          5 anos          7anos           10anos

  15%        35%        50%         80%


Fonte: Estudo Nutri-Brasil Infância e Centro de Controle de Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)

 

E é nas férias que os hábitos normalmente são piores! Ao começar pelas mudanças de horários, isto é,  o café da manhã já é anulado por acordarem mais tarde, o almoço é feito na forma de sorvetes, lanches recheados de gorduras carboidratos refinados nos fast – food da praça de alimentação do shopping, e pela madrugada biscoitos, chocolates e refrigerantes...e assim acontece durante o mês. Muitas crianças não têm esta rotina só nas férias, o que é pior, assim o fazem o ano todo!!!

 

Alimentos ricos em carboidratos, gorduras, consumidos em excesso durante a fase infantil inibe a ação de proteínas que atuam no cérebro e fígado ajudando na sensação de saciedade e controle de apetite. E, este desequilíbrio pode gerar danos irreversíveis! Inclusive no desenvolvimento físico e mental.

 

E é exatamente neste ponto que entra a figura dos pais! Para evitar estes desajustes no funcionamento do organismo de seus filhos, pois são eles capazes de ensinar e educar o que se deve comer ou não e a partir daí auxiliar na promoção da saúde e desenvolvimento infantil.

Insistir e ter paciência são prioridades na educação e criação de novos hábitos alimentares das crianças.

 torta holandesa

É errado excluir do prato o que a criança recusa, o que se deve fazer é incluir o alimentos em outra ocasião mudando a forma de preparo (atrativa para criança). Fazer a criança participar no preparo da própria alimentação também pode servir de grande estímulo para seu consumo.

 

Como estimular a criança a comer melhor?


 Prato colorido: as cores dos alimentos ajudam a compor a apresentação dos pratos e são ótimas para atrair a atenção e o apetite da criança. Para isso, as frutas, os legumes e os folhosos são bons aliados e podem ser colocados no prato de forma criativa!


 Alimentos preferidos: sempre que possível inclua na refeição da criança os alimentos de maior preferência incrementado daqueles que ela gosta menos, pois desta forma ela  aceitará melhor estes.


 Importância da alimentação: na medida do possível, explique para a criança a função dos alimentos que ela está consumindo e o porquê que o prato deve ser colorido e não ter só biscoitos ou chocolates, por exemplo.


 Modo de preparo dos alimentos: os pais e os filhos não precisam ter cardápios diferentes, o ideal é adaptar a maneira de elaborar os alimentos usados habitualmente pelos adultos de acordo com a faixa etária da criança. Considerando, claro, que as necessidades nutricionais são específicas.


 Tranqüilidade nas refeições: a hora da refeição deve ser um momento tranquilo, sem agitação e longe da televisão.


 Atividade Física: a atividade física para criança é essencial, principalmente para aquelas com sobrepeso. As atividades da preferência da criança e atividades familiares são as melhores opções.